RESENHA CRITICA DA PALESTRA: LEITURAS DA BNCC

 Palestra: Leituras da BNCC


professora Eloisa Pilati (UnB)

professor Clésio Buzen Junior (UFPE)

professor Moacir Natercio Ferreira Junior(SEEDF) 


A palestra se inicia com a fala da professora Eloisa Pilati (UnB) que trata primeiramente de fazer uma exemplificação da complexidade do processo educativo brasileiro, e também discutindo a desigualdade social no Brasil, que, segundo ela, é um dos principais fatores que influenciam na educação. Podemos entender então que construção de uma base nacional comum curricular (BNCC) não levando em conta as diferentes condições sociais e econômicas é praticamente uma atentado contra a educação brasileira, pois não só dificulta ainda mais o aprendizado do aluno, como pode proporcionar que o aluno se distancie da escola, por conta dessa dificuldades que com certeza apareceram. 

A professora prossegue fazendo uma breve contextualização histórica desse documento, que é a BNCC, e que foi um documento criado para servir como base para criação das grades curriculares e propostas pedagógicas, sendo entregue pelo MEC em 2017  e homologada em 2018 para etapas do ensino médio. Apresenta também os PCNS que assim como a BNCC busca promover os parâmetros curriculares só que sem o caráter obrigatório da primeira. 

A professora Eloisa, inicia suas críticas à BNCC pelo conceito de linguagem destacando o quão vaga são suas definições sendo segundo ela quase impossível defini-las, destaca também a parte do "multiletramento" presente na BNCC e que traz como novidade a cultura digital e a utilização de "memes" ao invés de tirinhas, com vinha ocorrendo, com o objetivo de aproximar o aluno trazendo algo de seu cotidiano, pena que segundo ela mais uma vez abordada de forma totalmente superficial. E isso é bastante recorrente por todo o texto, todas as ideias presentes por melhor que seja são totalmente vazias de propósito e quando a estes não convencem oque me parece é que o único objetivo da BNCC é mudar o que vinha sendo feito na educação. Pena que tenha sido feito com tão pouco esmero, no que diz respeito, ajudar de fato os alunos e professores desempenharem seus papéis tornando a educação ainda mais difícil de se compreender. 

O segundo a falar e professor Clésio Buzen Junior (UFPE) que começa seus discurso partindo do pressuposto que o documento curricular precisa fazer escolhas, assim não sendo possível abordar todas as teorias, afirma ainda estas escolhas são escolhas políticas deste modo assume que as lacunas presentes na BNCC são resultado do curto prazo para sua elaboração e o período político pelo qual o Brasil passava. Sendo assim, podemos entender, que logo após o impeachment da até então presidente Dilma Rousseff, seguido pela posse do novo presidente Michel temer, criou-se um sentimento de urgência para que fosse constituída e aprovada quanto antes a BNCC, por isso, dos diversos problemas encontrados. O professor Clésio também lança críticas sobre o conceito de análise que está segundo ele como coadjuvante, e nos mostra uma questão de um livro didático que comprova sua tese, já que na questão uma resposta mais complexa poderia ser cobrada exigindo do aluno uma análise mais detalhada, porém o livro abre mão disso para fazer uma pergunta mais óbvia porém que não estimula o estudante a pensar. Então entende-se que o documento, é de certa forma, muito raso no que diz respeito, a análise linguística e gramatical, pois, como foi dito anteriormente na fala da professora Eloisa a BNCC não leva em conta a complexidade da nossa língua e do Brasil como um todo!

Encerro nossa análise com o professor Moacir Natercio Ferreira Junior(SEEDF) que, focaliza, seu discurso sobre o ensino de gramática que para isso acontecer é fundamental a criação de estratégias, as quais, as escolas possam utilizar para trilhar caminhos, procurando aproximar o estudante da gramática, mostrando que esta, está presente no seu cotidiano  desmistificando, assim, essa ideia de que a gramática é chata e de que é inútil para nossa vida fora de sala de aula, ou seja, é fundamental para o ensino, ou para facilitação, do mesmo, a utilização de tarefas e métodos de ensino que torne a aprendizagem um processo prazeroso para o estudante.

Com tudo isso podemos perceber que a educação não pode ser feita às pressas, não pode ser moldada para atender ideologias quaisquer que sejam, mas, deve atender as necessidades do aluno e procurar a melhor forma possível de transmitir o conhecimento.

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